COLABORADORES

FERNANDA CARVALHO

Fernanda Carvalho nasceu em São Paulo, SP em 1982. Fernanda é formada em Comunicação Social - Faap Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo e tem mestre em Artes Visuais - MFA Master of Fine Arts, Pratt Institute, Nova York. Participou de exposições em diversos lugares: Bethanien Cultural Centre, Berlim; NowHere, Lisboa; 20 Salão de Artes Plásticas, Brasil; Steuben Gallery, Nova York. Além de várias residências artísticas--Nars Foundation, Nova York; Berlim Im Fokus, Berlim; Jardin Botanique, Marnay-sur-Seine, França; Ateliê 397, São Paulo--Fernanda é diretora do Instituto Suane e co-fundadora da Clínica Comunitária Grei.

LAVI KASONGO

Lavi Kasongo é um talentoso artista plástico congolês que pinta desde os 5 anos de idade. Expulso do Congo pela brutal guerra civil, se refugia no Brasil desde 2015, onde continua sua carreira internacional. Inspirado por seu passado africano e seu presente sul-americano, ele cria obras onde as cores africanas estão se encontram em uma harmonia abstrata. Lavi já participou de diversas exposições individuais e coletivas em galerias como a Maison de France, Pinacoteca, SESC, Michigan Art Space, Inn Gallery, entre outras. Participou no projeto “Latitudes” do SESC Vila Mariana, onde pintou uma parede que conta um pouco de sua própria história, assim como de outros refugiados. Sua coleção é composta por paisagens, retratos e pinturas abstratas a óleo e acrílico, inspiradas por sua história humana.

“As cores são as armas que uso contra a guerra” – Lavi Kasongo

ANDREW O'CONNOR

Andrew O'Connor é produtor independente de rádio e artista sonoro, baseado em Toronto, Canadá. Seu trabalho reflete um interesse em som, narração e transmissão, e explora essas ideias através da emissão de rádio, assim como em instalações artísticas, o design sonoro, e rádios pirata. O trabalho de Andrew com rádio já foi incluído na rede CBC Radio, e reproduzido internacionalmente na rádio pública australiana ABC, Rádio Zero em Lisboa, e a emissora pública austríaca ORF. Mais recentemente, seu trabalho foi incluído no Radiophrenia Festival organizado pelo Glasgow Centre for Contemporary Art, e no Deep Wireless Festival of Radio Art. Atualmente, Andrew apresenta e produz semanalmente um programa de rádio pirata chamado DISCO 3000, na sua própria estação low-watt FM, Parkdale Pirate Radio.

Durante seu período em São Paulo, Andrew estará explorando a vizinhança da Rua Paim, no Conjunto Santos Dumont, e documentando os sons e as pessoas para criar um trabalho novo.

JULIANA MAIA
[recife, 1980]

O trabalho de Juliana centra-se em questões à volta da memória. As suas instalações têxteis, que ora tomam a forma de pinturas, ora de esculturas, cruzam técnicas de tecelagem, costura, bordado e crochet evocando três dimensões da memória, tanto histórica como afetiva, que conversam entre si: o espaço, o objeto e o corpo. Trata-se da construção de uma linguagem artística que propõe narrativas afirmativas a partir de uma subjetividade feminina ao tematizar a memória relacionada a certos espaços – domésticos e públicos –, como também de uma memória afetiva que elude ao próprio corpo-arquivo. Referências à arquitetura, formação de base de Juliana, e a objetos de uso diário na casa, são recorrentes e entrelaçam constantemente realidade e ficção. A pergunta por uma possível arqueologia do feminino se dá através dos materiais, historicamente associados ao trabalho das mulheres, assim como pelo uso recorrente de uma forte simbologia associada a estas tarefas: a bolsa, a almofada, os cortinados – o que carrega, o que alivia, o que acolhe. Este processo de recuperação e redefinição desta simbologia é marcado por uma escuta do próprio material que lhe permita manter os seus rastos (a sua memória), e através desta abordagem, por uma vontade de (e se) reconfortar. Assistimos, então, à criação de lugares utópicos através de gestos reparativos, que ao olhar para as marcas do tecido – circundando-as, consertando-as, sem nunca chegar a negá-las ou apagá-las –, parecem dar um novo fôlego, enquanto suturam, um pouquinho, as mágoas dos nossos corpos reais.

BEATRIZ SOUZA

Artista Visual, dedica-se à criação de letras autorais, gravuras em metal usando técnicas tradicionais e alternativas, encadernações contemporâneas, colagens e paper arts analógicas

Residente em São Paulo desde 1976. Moradora e usuária dos serviços do Centro desde dez/95. Conhecedora da região, inclusive da Rua Paim pré-gentrificação. Voluntária do “Festival Santos Dumont” em 2024.

Cachorreira de berço, fotógrafa urbana, tradutora IN-PT. Habituada a ambientes multiculturais, considera-se cidadã do mundo. •••

GABRIEL EDÉ

Gabriel Edé (Santiago, CHILE, 1990) é músico e compositor bacharelado em Música Popular pela UNICAMP. Seu interesse de pesquisa e trabalho é na canção, na escrita e na experimentação sonora. É gestor do selo TUDOS, criado em Campinas e que tem mais de 15 discos lançados, além de ter realizado shows, oficinas, eventos e palestras em Campinas e São Paulo. Desde 2016 é diretor musical da Cia Extemporânea de teatro, com peças como Roda Morta, Dr Anti, o filme Rompecabezas e atualmente está trabalhando na adaptação do Rei Lear com elenco drag para estreia no segundo semestre deste ano. Lançou em 2020 seu álbum solo Terror da terra e nos últimos anos tem feito parcerias, produções, mixagens e lançamentos com diversos artistas e projetos tanto na área da música como no teatro, cinema e literatura.

VITOR WUTZKI

Vitor Wutzki (Imbituva, PR, 1991) é músico e compositor bacharelado pela Unicamp no curso de Violão Popular. Seu interesse de pesquisa se volta principalmente para a canção e sua relação com a poesia. Tem experiência como oficineiro na ONG Semente Esperança (2018-2024), onde conduziu oficinas de musicalização e de violão para crianças e adolescentes da região periférica do São Fernando (Campinas, SP). Como artista, foi convidado a participar da residência São João (São José do Vale do Rio Preto, RJ) diversas vezes, a fim de compartilhar seu trabalho musical autoral. Como músico, já se apresentou em diversos lugares e casas de show como Audio Rebel, Bona Casa de Música, Sesc Pinheiros, Sesc Paulista, Teatro Jorge Amado (Salvador - BA), entre outros.

Também teve a experiência de conduzir uma oficina de composição musical para crianças da região da Nove de Julho com Paim, em 2022, durante o evento “Rádio Santos Dumont”, organizado pelo artista canadense Andrew O’connor.

MARCELO O'FERREIRA

Marcelo L. Ferreira é um artista visual nordestino e queer, estudante de Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade, onde é bolsista e reside no Projeto Fica, uma casa de estudantes de Arquitetura e Urbanismo. Sua produção artística consiste em sketches criados com técnicas diversas, que relatam por meio de escrita e desenho as transformações da paisagem e do desenho urbano. Com foco em dar visibilidade a minorias e lutas sociais, Marcelo pesquisa como culturas contrárias se desenvolvem e criam autonomia na representação na cidade. Atualmente, é membro do Coletivo PAIM, onde participou da primeira edição do Arraiá da PAIM e auxiliou na oficina de bandeirolas e coordenação. Também é parte do Coletivo Jaraguá, um projeto de estudantes bolsistas da Escola da Cidade.

THIAGO CORREIA GONÇALVES

Nascido no sertão da Bahia imigrou para São Paulo na adolescência para adquirir seus estudos. Após graduar-se em Arquitetura mudou para Nova York para aprimorar-se sem perder sua alma artística profundamente enraizada. Trabalha gerenciando grandes projetos de arte pública nos EUA, Canadá, Europa, China, Japão e nos Emirados.

Suas exposições oferecem narrativas reflexivas que desafiam e estimulam os nossos sentidos através de experiências afetivas cotidianas que abordam política, natureza, urbanismo e nutrição. Já expos seus trabalhos no MAM-Bahia, Jardin Botanique de Marnay-sur-Seine, Galerias Municipais de Lisboa, Centro Cultural São Paulo, MASP, Dox Center Prague, dentre outras instituições.

GABRIELA BARAÚNA

Gabriela Baraúna Uchida é formada em arquitetura e urbanismo pela Escola da Cidade desde 2012. Atua como autônoma na área de ilustração, pintura, audiovisual e arquitetura.
Produz o projeto Arraiá da Paim desde seu início e colabora com a Lanchonete.org desde 2022.

TODD LANIER LESTER

Todd Lanier Lester é um artista que se concentra em alguns temas - segurança do artista, o direito à cidade, HIV e estigma - abordando-os de forma participativa. Ele trabalha entre a mídia visual e a metodologia de desempenho, usando períodos de tempo para investigar e criar respostas a temas sociais. É o fundador do Lanchonete.org, localizado no Conjunto Santos Dumont, no centro de São Paulo. Todd escreve sobre metodologia artística e outros assuntos.

JOEL BORGES

Produtor Cultural: Em 1996 fundou a Associação IXKIZIT (Associação para a Promoção de Criação Contemporânea) em Paris. Em 2001, Joel Borges foi premiado com o programa de residência da Villa Kujoyama em Kyoto, Japão. Entre 1999 e 2006, desenvolveu e executou vários programas de cooperação internacional para intercâmbios artísticos de grande âmbito geográfico, com o apoio da União Europeia, dentro do contexto do programa Culture 2000. Diretor-geral dos projetos da Casa das Caldeiras, São Paulo, Brasil, desde 2008. Presidente da Associação Lanchonete.org desde 2012. Fe parte do grupo de gestão do residencias_en_red (rede de 28 espaços de arte e cultura no território iberoamericano).

FORRÓ DAS MINAS

GRUPO FOLCLORICO SARABAQUÊ

O Grupo Folclórico Sarabaquê é um grupo de música raiz e regional paulista com o objetivo de pesquisar, desenvolver e divulgar o folclore do estado de São Paulo. Fundado em 2017 busca inspiração nas festas de Santa Cruz, santos Reis, Congadas, São Gonçalo e outras.
As canções de seu repertório são colhidas observando o modo de vida dos tropeiros, a fé, a coragem e a tradição nas romarias e principalmente no modo simples de viver do homem caipira paulista.
O grupo possui formação eclética alternando instrumentos conforme as músicas. Durante o espetáculo também declamam poemas, enaltecem as lendas e contam diversos causos. O grupo procura fomentar e proteger a viola caipira e para tanto enriquece o repertório bebendo da fonte de Cornelio Pires até Renato Teixeira. Com muito humor, sentimento e emoção, procuram revelar e valorizar os Recantos da Alma Caipira com um repertório bem diferenciado para que todos os públicos possam saborear esta cultura de valor inestimável.



Formação:



Álvaro Laercio II- Viola, Bandolim e Voz; Jéssica Moreira - Viola e Voz; Cleo Lima - Voz e Percussão; Beto Jordan - Violão; Vinícius Ramos - Percussão; Gerson Ramos - Viola, Sopros e Voz.

DESSA JNZ GENTILE

MDL PRODUÇÕES
DANIEL DE FREITAS

GIKA E MUMU LOCAÇÃO DE BRINQUEDOS